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Ciclismo - Treinamento, Fisiologia e Biomecânica Capitulo 3

January 20, 2018

LESÕES POR USO REPETITIVO – L.E.R.

 

As lesões por uso repetitivo (L.E.R.) ocorrem num período de tempo em que as forças aplicadas numa estrutura aumentam de maneira mais rápida do que a estrutura se adapta, superando em absoluto a sua capacidade de adaptar-se. Muita carga em pouco tempo normalmente leva a problemas. Muita quilometragem, ou quilometragem muito intensa, como em subidas e em marchas altas, geralmente tendem a causar lesões de sobreuso. Pode ocorrer também o aparecimento de lesões por spinning em demasia (o atleta usa uma marcha pequena e faz muitas rotações do pedal por minuto). O ciclismo é uma atividade extremamente repetitiva, onde pode-se chegar a pedalar cinco mil vezes em uma hora.(Asplund, 2004)

 

As lesões por sobreuso normalmente afetam quatro estruturas do corpo:

 

Tendões, que são tecidos fibrosos que ligam os músculos aos ossos: podem provocar tendinite, que é a inflamação ou irritação de um tendão.

 

Bursas, estruturas que se localizam entre superfícies (tendões ou ossos) que se movem uma sobre as outras, com a finalidade de lubrificar o movimento: podem provocar bursite, que é a inflamação ou irritação de uma bursa.

 

Compressão dos Nervos, é uma complicação no funcionamento dos nervos devido à uma compressão excessiva nos nervos ou nos vasos sanguíneos que suprem estes nervos. No ciclismo este problema pode ocorrer nas mãos ou no pênis.

 

Fratura nos ossos.

É uma fratura causada pelo sobrecarga dos ossos. Normalmente se inicia com micro-fraturas, que se não forem tratadas podem se desenvolver ao ponto de uma fratura total dos ossos envolvidos.

 

Atividades não ciclísticas aliadas ao ciclismo

 

O levantamento de peso tem muitos benefícios; e também muita carga para o corpo. Por exemplo, muitos exercícios que fortalecem especificamente o quadríceps – talvez o músculo mais importante no ciclismo – também colocam muita pressão sobre o joelho, onde a rótula se movimenta sobre o fêmur. No caso de sentir dores no joelho, o ciclista deve reduzir alguma carga do peso que levanta.

 

Correr também é uma causa de estresse para o joelho. Correr ladeira acima e principalmente ladeira abaixo causa tremenda pressão nos joelhos. Correr em pisos inclinados, como na praia ou na beira inclinada de uma rua, estressa a parte interior e exterior dos joelhos. E no evento de dor nos joelhos, é recomendável que se pare de correr.

 

Anatomia

 

O biotipo e a construção corporal de uma pessoa podem ser fatores contribuintes.

Por exemplo, alguns tipos anatômicos e de biotipos estão predispostos a alguns tipos de lesão por sobreuso, por exemplo:

• Um Quadril largo coloca os joelhos afastados demais, estressando a estrutura de fora, ou lateral, dos joelhos;

• A tíbia girada internalmente é uma variação normal em várias pessoas. Esse giro resulta da tendência que os pés têm de virar pra “dentro”. Tentar pedalar com os dedos dos pés apontados para a frente pode causar desconforto no aspecto interno (medial) dos joelhos;

• Desequilíbrio muscular e outras variantes anatômicas podem acarretar em um movimento anormal da rótula;

• A diferença de comprimento das pernas esquerda e direita quase nunca é problema para ciclistas recreativos a não ser que supere seis milímetros. Entretanto, ciclistas de longas distâncias podem experimentar problemas relacionados a discrepância das pernas mesmo em casos de diferenças de menos de três milímetros;

• A pronação excessiva dos pés é associada com dor no joelho medial (parte de dentro do joelho);

 

Ciclistas com algumas variações anatômicas consideráveis podem necessitar usar alguns equipamentos fora dos padrões, como por exemplo, no caso de discrepância entre as duas pernas, o ciclista pode usar presilhas assimétricas nos pedais.

 

Prevenção de lesões por sobreuso e princípios de tratamento para L.E.R.

 

Estes princípios são aplicados para lesões por sobreuso em todos os esportes. É preciso dar ao corpo tempo suficiente para sua adaptação aos exercícios. Deve-se aumentar a carga de exercícios gradualmente e esperar períodos de descanso e adaptação - por exemplo, alternando treinamentos pesados com treinamentos leves. Um aquecimento e esfriamento, junto com alongamento antes e depois dos exercícios pode ajudar.

 

Como forma de tratamento, Baker (1998) sugere:

1 – Ajuste a atividade para permitir a recuperação.

2 – Reduzir a inflamação. Gelo, anti-inflamatórios via oral, injeções de cortisona, fisioterapia, incluindo ultrassom e estimulação elétrica são maneiras comuns de se reduzir a inflamação.

3 – Corrigir estresse biométrico e fatores externos. No ciclismo, deve-se assegurar que a bicicleta esteja corretamente ajustada, às vezes até com um ajuste específico devido a algum problema de sobreuso, diferindo do que seria o “normal” ou “correto” para um ciclista sem problemas. 

 

Continua.....

 

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6º Ciclotour MTB de Taquaritinga

20 de setembro de 2020

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